Acabei de assistir ao filme RIO, versão 3D, com a minha sobrinha de 11 anos.
Confesso que sai do cinema constrangido.
Patética produção cinematográfica, feita para arrebatar novos membros da juventude hitlerista brasileira (que por sinal está em constante expansão).
Não vou nem discutir o fato de um pássaro brasileiro ter um nome em inglês, ou a constatação de ter que ver um filme sobre o Brasil legendado em português. Não sou anti-americano. Se o estúdio que produz o filme é americano e paga a conta, que bote a língua inglesa como idioma da produção. Se o filme fosse bom, não haveria qualquer problema nisso.
Fico impressionado com a falta de criticidade dos "teóricos do excesso de politicamente correto" numa hora dessas. É claro! Não poderia ser diferente. Para eles, nada é preconceito. Tudo é exagero deliberado de alguns. Por isso verão o filme como construção puramente normal. Quiçá, como produção educativa. Tudo como deve ser, segundo um bando de facistas Bolsonarizados.
A produção retrata 3 coisas de forma rasoavelmente satisfatória: A beleza da cidade do Rio de Janeiro e de suas paisagens naturais; a riqueza da fauna e da flora carioca; e a variedade, diversidade e qualidade de nossa música. Fora isso, o filme é uma enxurrada sem fim de esteriótipos, sandices, e preconceitos de rebanho. Alias, a sua única utilidade prática é essa: utilidade de rebanho. Que é a de conduzir, formar e instrumentalizar o novo rebanho direitista de jovens da nação.
Também é a típica visão estrangeira retratar o Brasil como país que só tem uma paisagem natural exuberando para mostrar.
Claro! Nós brasileiros também estereotipamos. Mas não acho certo fazermos. Então reclamo quando fazem.
Quando a personagem americana se depara com uma mulata rebolando no meio do carnaval de rua, pergunta ao ornitólogo brasileiro quem é ela.
Uma dançarina profissional? uma estrela da música? uma celebridade?
E o ornitólogo responde: Não! É só a minha dentista.
ÓÓÓÓ, no Brasil qualquer pessoa normal, mulata, e com uma tanajura abandona o seu escritório no meio da tarde de carnaval, e sai rebolando pelas ruas de tanguinha.
Não precisa nem ser profissional da dança ou coisa do tipo, que beleza. Nos EUA não tem dessas, nossa!
E quando a dentista pergunta ao ornitólogo se ele não vai ao baile, ele diz que vai mais tarde para ela arrematar: "Não esqueça o fio dental hein!?"
Que maravilha! Uma extensa informalidade erotizada que lembra muito o nosso cotidiano, e totalmente avessa à rígida burocracia legalista e formal dos países europeus e da america do norte.
Algo nada exagerado! Nos EUA não tem essas coisas. São mais civilizados. Realmente.
Eu não sabia que as favelas cariocas e que o crime organizado, que já comete crimes o suficiente, traficavam animais silvestres. Será que todo tipo de comércio ilegal ou de pirataria que aconteçe por aqui é feito pelos favelados da cidade maravilhosa?
Também não sabia que qualquer criança favelada de 10 anos, moreninha e com camiseta da seleção de futebol, sabe pilotar uma moto no meio dos corredores apertados da favela, com a mesma desenvoltura e destreza de um piloto profissional de Moto GP.
Segundo a produção, qualquer jogo de futebol da seleção paraliza o país a ponto de funcionários públicos, privados, ou até criminosos de alta periculosidade ficarem hipnotizados, e não conseguirem mais fazer nada. É sério, qualquer amistosinho entre Brasil e Argentina, e o país para de um jeito que você entra aonde quiser sem ser percebido.
E a quadrilha de micos leões assaltantes? Macacos ladrões? O que isso quer dizer?
E os gritos de pega macaco ladrão?
E o pássaro malvadão dizendo: é isso que dá mandar macaco fazer trabalho de ave!
O que quiseram passar com isso?
No fim o filme tenta dar um final politicamente correto fazendo a americana ficar com o brasileiro e "adotar" o menininho. Além de...óóóó....soltar o passarinho (que boazinha!).
Sem falar em várias outras coisas. É tanto esteriótipo do exterior sobre o Brasil que dá até medo.
Simplesmente lamentável. Mas vou ficando por aqui.
E desculpem nossos ilustres pensadores Reinaldo Azevedianos ou Carlos Verezianos pela minha paranóia politicamente correta.
Também sou politicamente incorreto as vezes no dia a dia. Só não produzo cultura de massa nesses moldes.

O filme é visualmente perfeito e as musicas são bárbaras.. mas no resto deixa MUITO a desejar. è racista e preconceituoso, os macacos ladrões e covardes, a Ave BRANCA que diz a frase, "não dá para deixar MACACO fazer trabalho de AVE" e racista e preconceituosa.
ResponderExcluirO vigia que coloca uma fantasia e "esquece" do mundo para sambar.. o bandido que para a perseguição para assistir futebol.. Ou seja.. TODOS os cliches e preconceitos estão presentes, e o enredo é fraco. Passa a ideia de que o Brasil realmente não é um pais nada, mais nada, mais nada, sério.
Isso é até esperado de diretores estrangeiros, mas não de um brasileiro, me parece que o carlos Saldanha perdeu a muito sua identidade com seu pais de origem.
E depois reclamam do Stalone!!
Sempre vale a pena esperar pelos seus posts afiados haha.
ResponderExcluirEu não assisti ainda, mas ja imaginava que seria uma enxurrada de estereótipos.Essa ideia de tudo ser o Rio de Janeiro me cansa um pouco.
O pior mesmo é ser de brasileiro, que pegando de uma forma bem generalizada da visão de fora, que qualquer brasileiro é macaco, ele tmb se incluiria nisso de alguma forma.
Enfim, é uma pena.
Ps. facistas Bolsonarizados hahahahaha. Adorei